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OpenAI e Synopsys criam o GPT-Synopsys, um modelo que opera sozinho as ferramentas de projeto de chips

O engenheiro passa um objetivo de projeto e o modelo roda as ferramentas de EDA da Synopsys, lê os resultados, faz mudanças e repete até o projeto passar na verificação. A OpenAI licencia as ferramentas e as duas dividem a receita, mas ainda não há data de lançamento, preço nem benchmark.

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A OpenAI e a Synopsys anunciaram na quarta-feira o GPT-Synopsys, um modelo especializado, construído sobre os modelos de ponta da OpenAI, que opera o software de automação de projeto eletrônico (EDA) da Synopsys. O engenheiro passa um objetivo de projeto, e o modelo roda as ferramentas, interpreta os resultados, implementa as mudanças e repete até chegar a um resultado verificado. "Com a Synopsys, estamos levando esse trabalho para o projeto de chips, ajudando engenheiros a explorar mais projetos e chegar mais rápido a um chip que funciona", disse Greg Brockman, presidente da OpenAI.

Pelo acordo de vários anos, a OpenAI licencia as ferramentas de EDA da Synopsys para construir o modelo, e as duas empresas dividem a receita e vendem juntas. O GPT-Synopsys roda na infraestrutura da OpenAI e se conecta ao Synopsys.ai e ao Synopsys Autopilot, a plataforma de agentes da empresa. Já há testes com "clientes líderes de semicondutores", que nenhuma das duas nomeou, e não há data de lançamento.

O ciclo que ele automatiza

Projetar um chip é uma longa cadeia de execuções de ferramentas: síntese, posicionamento, análise de timing, verificação, e volta tudo de novo sempre que uma restrição falha. Cada execução gera relatórios que um engenheiro lê para decidir a próxima mudança. O GPT-Synopsys mira esse ciclo, o mesmo formato de um agente de código que roda os testes e corrige o que quebra, só que aplicado a ferramentas com licenças caras e execuções que podem levar horas. Ele também foi feito para funcionar dentro dos próprios harnesses de agentes dos clientes, então um time de chips pode chamá-lo a partir da automação que já tem.

As condições sobre os dados são a parte que as empresas de semicondutores vão ler primeiro, porque projetos de chips estão entre os arquivos mais protegidos da indústria. A Synopsys diz que os dados dos clientes não são usados para treinar o modelo, ficam criptografados em repouso e em trânsito e vêm com controles configuráveis de retenção, auditoria e permissão. O modelo continua rodando na nuvem da OpenAI, e não nas máquinas do cliente.

O que falta

O anúncio deixa de fora tudo o que seria preciso para avaliar o produto: o modelo de base, qualquer benchmark ou número de produtividade, preços, os nomes dos clientes que estão testando e uma data. Sassine Ghazi, CEO da Synopsys, resumiu o objetivo como levar "inteligência de ponta ao projeto de chips para ajudar mais empresas a desenvolver e acelerar silício avançado". Até os primeiros clientes mostrarem resultados, só as empresas desses primeiros testes conseguem usar o modelo.

Fontes e leituras complementares

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