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Meta lança o Muse Spark Open, um modelo aberto de 816B feito para rodar em dois Mac Studio

O modelo de mistura de especialistas ativa 42B dos seus 816B parâmetros por token, lê texto, imagem, vídeo e áudio e tem contexto de 1M de tokens. A Meta o chama de modelo de pesos abertos mais capaz dos EUA, e a própria tabela dela confirma isso, mas ainda o coloca atrás do GLM 5.3 e do Kimi K3 na maioria dos benchmarks de agentes e código.

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A Meta liberou na quinta-feira os pesos do Muse Spark Open, uma versão aberta do modelo por trás da família Muse Spark. É um transformer de mistura de especialistas com 816 bilhões de parâmetros, dos quais 42 bilhões ficam ativos por token (8 de 256 especialistas por camada), janela de contexto de 1 milhão de tokens e entrada nativa de texto, imagem, vídeo e áudio. Os checkpoints em BF16 e NVFP4 estão no Hugging Face, atrás de um formulário de acesso, e as APIs hospedadas já funcionam na Baseten, Fireworks AI, Groq, Modal, Nebius, OpenRouter e Together AI.

A Meta montou o lançamento em volta do hardware da Apple. Dois Mac Studio com M5 Ultra e 512 GB de memória unificada cada, ligados por Thunderbolt 5 e dividindo o modelo com o MLX, comportam o modelo inteiro, o que a Meta descreve como duas máquinas que "se comportam como um supercomputador com um terabyte de memória unificada". A configuração de 512 GB só chega no fim do mês; o Engadget lembra que quatro Mac Studio de 256 GB também servem e custam cerca de US$ 38 mil. Em servidor, o model card pede uns 2 TB de memória em BF16 e pelo menos 700 GB de VRAM em NVFP4.

Onde ele fica na tabela da própria Meta

A Meta chama o modelo de "o modelo de pesos abertos mais capaz dos EUA até hoje", e os outros modelos americanos da tabela confirmam. O Muse Spark Open marca 39 no Intelligence Index da Artificial Analysis, contra 23 do Nemotron 3 Ultra, da Nvidia, e vence o Beam, da Reflection AI, em 6 dos 8 benchmarks que os dois reportam. Também passa por pouco o Mistral Large 4, com 38 no índice. Lidera a tabela inteira no MCP-Atlas (89,2), no JobBench (61,8), no Humanity's Last Exam sem ferramentas (26,1) e no AA Omniscience (25).

A mesma tabela mostra onde está a fronteira dos modelos abertos. O GLM 5.3, da Z.ai, marca 45 no Intelligence Index e o Kimi K3, 44. Em código e terminal, o Muse Spark Open faz 60 no DeepSWE 1.1, contra 67 do GLM 5.3 e 68 do Kimi K3, e 76,4 no Terminal-Bench 2.1, abaixo dos dois e abaixo do Beam, com 80,1. Todos os números são da Meta, rodados no esforço de raciocínio mais alto, então resultados independentes vão pesar mais do que o normal.

As colunas de segurança são as mais marcantes. Sob ataques adaptativos do StrongREJECT, o modelo obedeceu em 0,5% dos casos, contra 62,9% a 86,4% dos outros modelos abertos testados, mas também recusou mais pedidos inofensivos no FORTRESS (17,4%, contra 2,7% do Kimi K3). A Meta diz que os pesos abertos receberam pós-treino extra de segurança e recomenda envolver o modelo em proteções no nível do sistema, já que o checkpoint não vem com nenhuma.

A licença

A Muse Model License não tem limite de usuários mensais. O limite é de receita: uma empresa que vende acesso ao modelo ou a derivados como serviço precisa assinar um acordo separado com a Meta quando esse negócio passa de US$ 20 milhões de receita bruta em 12 meses, enquanto uso interno e embutir o modelo no seu próprio produto não acionam a regra. Produtos precisam mostrar "Built with Muse Spark Open", a Meta não reivindica direitos sobre as saídas, e baixar os pesos exige um formulário com nome completo, data de nascimento e organização.

Fontes e leituras complementares

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