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Google anuncia o Gemini 4 Argon, seu novo modelo de ponta, e entrega primeiro a quem faz ciberdefesa

O Argon marca 77,9% no DeepSWE, contra 74,2% do Claude Opus 5.5 e 74,1% do GPT-6 Astra, e pode escrever até 1 milhão de tokens numa resposta. Ele estreia a US$ 2 e US$ 10 por milhão de tokens, que depois sobem para US$ 4 e US$ 20, quando chegar aos clientes pagos da API e ao Google AI Ultra.

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O Google anunciou na quarta-feira o Gemini 4 Argon, o primeiro modelo da sua nova geração, feito para engenharia de software, trabalho de conhecimento em empresas e ciberdefesa. Koray Kavukcuoglu, arquiteto-chefe de IA do Google DeepMind, escreveu que o Argon "está mudando de forma fundamental o jeito como trabalhamos e construímos no Google", onde ele já roda milhares de fluxos internos. Os primeiros usuários de fora são os defensores de confiança do Fairwind Program, o programa de ciberdefesa do Google. Assinantes do Google AI Ultra e clientes pagos da API recebem o modelo "em breve", ainda sem data.

No DeepSWE v1.1, um benchmark de código, o Argon marca 77,9%, contra 74,2% do Claude Opus 5.5 e 74,1% do GPT-6 Astra. O limite de saída sobe de 64 mil tokens para 1 milhão, então uma única resposta pode levar centenas de milhares de tokens de raciocínio e código. O preço de lançamento é US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, com a entrada em cache 95% mais barata; depois do período de lançamento, passa a US$ 4 e US$ 20.

Os números que o Google publicou

Além do DeepSWE, o Google diz que o Argon ficou em primeiro no AutomationBench, o teste da Zapier para fluxos de trabalho de ponta a ponta em empresas, com 51,3%; é o estado da arte no LVBench, de vídeos longos, com 91,7%; e empatou em primeiro no CWE-bench v1, que mede a capacidade de corrigir vulnerabilidades, com 68%. A empresa também afirma que o Argon lidera o Vals Index em finanças, código, direito e tributos, e o benchmark da Harvey para agentes jurídicos.

Todos esses números vêm do anúncio do Google, e ninguém fora do Fairwind Program consegue conferir ainda. Como referência, a OpenAI publicou 75,2% no DeepSWE v1.1 para o GPT-6.1 Sol na terça-feira, pelos mesmos US$ 2 e US$ 10 que o Argon cobra no período de lançamento. O preço normal do Argon, US$ 4 e US$ 20, é o que o Claude Opus 5.5 custa hoje.

Uma resposta que pode chegar a 1 milhão de tokens

O limite de saída é a mudança que quem desenvolve vai notar primeiro. O GPT-6.1 Sol para em 128 mil tokens de saída; o Argon pode ir até 1 milhão, e o Google apresenta essa folga como o objetivo: "quando o modelo tem espaço para pensar a fundo e gerar centenas de milhares de tokens numa única trajetória, ganha um novo nível de profundidade no raciocínio para resolver problemas difíceis de uma vez".

Isso também muda a conta. Uma requisição que usa o limite inteiro custa US$ 10 de saída no preço de lançamento e US$ 20 no preço normal, e demora o tempo que leva gerar um milhão de tokens. Quando o Argon chegar à API, defina um máximo de saída por requisição e um alerta de gastos antes de apontar um agente para ele.

Defensores primeiro

O Argon foi feito em parte para ciberdefesa, e o Google está entregando o modelo primeiro a defensores verificados, a mesma ordem que a Anthropic seguiu com o Claude Mythos Preview. As notícias da semana explicam o cuidado: na terça-feira, o red team da Anthropic mostrou que um modelo de pesos abertos, o GLM-5.3, já monta exploits quase tão bem quanto o Mythos Preview. O Google não deu data para a liberação ampla, então, para todo o resto, os números acima são uma promessa para testar quando o acesso abrir.

Fontes e leituras complementares

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