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Anthropic diz que o GLM-5.3, de pesos abertos, monta exploits quase tão bem quanto o Claude Mythos Preview

Nos testes da Anthropic, o modelo da Z.ai transformou bugs conhecidos do V8, o motor JavaScript do Chrome, em exploits funcionais em 12% das tentativas, contra 14% do Mythos Preview e quase zero de modelos anteriores. Dizer a ele que era um agente de red team passou pelas recusas em 64% das vezes, e qualquer pessoa pode baixar os pesos.

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O Frontier Red Team da Anthropic publicou na terça-feira uma avaliação do GLM-5.3, o modelo de pesos abertos que a Zhipu AI, que usa o nome Z.ai fora da China, lançou em agosto. A conclusão: "o lançamento do GLM-5.3 é um salto relevante nas capacidades cibernéticas ao alcance de atacantes". No ExploitBench, em que o modelo recebe um bug conhecido do V8, o motor JavaScript do Chrome, e precisa transformá-lo num exploit que roda o código que ele escolher, o GLM-5.3 acertou 50 de 410 tentativas (12%). O Claude Mythos Preview acertou 56 (14%). Claude Opus 4.6, GLM-5.2, Kimi K3 e DeepSeek V4.1-Flash ficaram perto de zero.

Os pesos do modelo, de 753 bilhões de parâmetros, estão no Hugging Face, e as travas dele cederam fácil nos testes da Anthropic. Dizer ao GLM-5.3 que ele era um agente autônomo de red team num exercício fez o modelo atender pedidos cibernéticos perigosos em 64% das vezes. Preencher o raciocínio dele para parecer que já tinha decidido ajudar funcionou em 92%, e uma cópia abliterada, com o comportamento de recusa removido dos pesos, funcionou em todas. As salvaguardas do Claude barraram os prompts enganosos, e as outras duas técnicas não podem ser usadas pela API do Claude.

O que ele fez fora do benchmark

A Anthropic também deu alvos reais ao modelo. Um pesquisador colocou o GLM-5.3 numa máquina isolada com um build local para Linux de um navegador popular. Ao longo de um dia, com pouca atenção humana, o modelo achou várias vulnerabilidades até então desconhecidas no motor JavaScript do navegador e as encadeou numa página web que, quando visitada, lê arquivos arbitrários do computador de quem a abre. Rodadas seguintes acharam bugs em drivers de rede sem fio, drivers de vídeo e software de dispositivos expostos à rede. A Anthropic diz que comunicou as vulnerabilidades aos mantenedores.

O caso que mais pesa no calendário de patches usou o GLM-5.3-Flash, a versão menor e mais fraca. Com os detalhes públicos da CVE-2026-11645 e de outra falha conhecida, ele montou uma cadeia de exploits confiável para um alvo ARM64 que contorna a autenticação de ponteiros (PAC), com oito horas de trabalho do modelo e 20 minutos de atenção de uma pessoa. Custou US$ 20,40.

Em 100 tarefas sorteadas do benchmark interno de exploração de binários da Anthropic, o GLM-5.3 conseguiu sequestrar por completo o fluxo de controle em 4% das tentativas, contra 6% do Mythos Preview. Claude Opus 4.6 e GLM-5.2 não conseguiram em nenhuma. Nas palavras do relatório, "um limiar significativo foi claramente ultrapassado".

Travas que saem

Remover as recusas está ao alcance de uma equipe pequena. A Anthropic gastou cerca de 2.200 horas de GPU, uns US$ 4.400, para fazer a própria cópia abliterada, que derrubou as taxas de recusa de mais de 90% para 3% no JailbreakBench, 2% no HarmBench e 12% no StrongREJECT. Outros já tinham feito o mesmo: o CAISI, centro de avaliação de IA do NIST, o instituto de padrões dos Estados Unidos, registrou na própria avaliação, de 17 de setembro, que vários desenvolvedores publicaram versões abliteradas do GLM-5.3 poucos dias depois do lançamento.

Atrás da fronteira americana, e disponível para download

Os números do CAISI dão o contexto. O centro chama o GLM-5.3 de "o modelo de pesos abertos com mais capacidade cibernética lançado até hoje" e estima que ele está uns quatro meses atrás da fronteira americana no conjunto dos seus benchmarks de cibersegurança:

BenchmarkGLM-5.3Melhor dos EUAMelhor chinês anterior
SEC-Bench Pro40,4%90,2%27,3%
ExploitGym9,4%44,4%2,6%
OSS-Fuzz7,7%23,2%2,4%

Os modelos americanos foram testados com as salvaguardas de ciber desligadas, e ninguém fora dos laboratórios tem acesso a essas versões, enquanto qualquer pessoa pode baixar o GLM-5.3 e tirar as recusas dele.

A Anthropic não é uma juíza neutra aqui. Ela concorre com a Z.ai, e o relatório defende dar a quem faz defesa acesso mais amplo a modelos de ponta como os dela: diz que defensores verificados já podem usar o Claude Mythos 5.1 pelos programas de acesso confiável da empresa, e que o Project Glasswing permitiu a defensores de confiança achar mais de 10.000 vulnerabilidades. Os pedidos de política pública são que defensores usem as melhores ferramentas disponíveis e que governos testem modelos com capacidade suficiente.

Para quem mantém software, o caso dos US$ 20,40 é o que deve guiar o planejamento: detalhes públicos de um bug viraram uma cadeia de exploits confiável em oito horas de trabalho do modelo. Encurte a janela de patch dos navegadores e de tudo que embute um motor JavaScript e roda código que você não controla, como apps Electron que carregam conteúdo remoto.

Fontes e leituras complementares

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