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AZ-305: como migrar SQL Server, SSIS, SSAS e SSRS para o Azure?
Uma questão comentada de migração para a nuvem: por que a VM vence quando todo o ecossistema SQL Server precisa ir junto.
A questão, sem decorar a resposta
No vídeo, comento um cenário simulado do AZ-305: uma solução local usa o mecanismo de banco de dados do SQL Server e três serviços de BI: Integration Services (SSIS), Analysis Services (SSAS) e Reporting Services (SSRS). A migração deve acontecer com o menor esforço e tempo possíveis, sem criar uma conta desnecessária para reconstruir tudo. As alternativas são Azure SQL Database, Azure SQL Managed Instance, Azure Synapse Analytics e SQL Server em máquinas virtuais do Azure.
A pergunta não é simplesmente "onde colocar um banco de dados?". Se fosse, as opções PaaS ficariam muito mais atraentes. O detalhe que decide a arquitetura está nos outros três serviços. Ler o enunciado como uma solução completa, e não como um arquivo .bak, evita a pegadinha.
Por que a VM é a melhor resposta aqui
SQL Server em uma VM do Azure preserva o ambiente mais próximo do que já existe. É uma estratégia de rehost (lift and shift): primeiro levar a solução para a nuvem com poucas mudanças; modernizar depois, se fizer sentido. A documentação de migração da Microsoft é explícita ao listar SSIS, SSRS e SSAS entre os componentes que podem acompanhar essa migração. Também descreve um caminho de lift and shift que não exige etapas adicionais para migrar esses serviços de BI.
É por isso que marco a alternativa da VM no vídeo. A FAQ oficial de migração do Azure SQL chega à mesma conclusão para workloads de BI que não são compatíveis com Managed Instance: hospedar os componentes em uma VM é o caminho de menor esforço.
Eliminando as outras alternativas
- Azure SQL Database: ótimo quando a necessidade é um banco relacional gerenciado, mas não hospeda, como um pacote único, SSIS, SSAS e SSRS. Para manter as funções da solução, seria preciso redesenhar ou distribuir componentes entre outros serviços.
- Azure SQL Managed Instance: aproxima o mecanismo de banco do SQL Server tradicional, mas não executa SSAS e o serviço SSRS dentro da instância. Há uma nuance: ela pode hospedar o banco de catálogo do SSRS, e o Azure Data Factory oferece um caminho para pacotes SSIS. Isso não significa que toda a solução atual roda ali sem mudanças. A FAQ da Microsoft distingue essas possibilidades.
- Azure Synapse Analytics: atende cenários analíticos e de data warehouse. Não é uma substituição direta para migrar, como estão, o mecanismo transacional e os três serviços de BI do enunciado.
O atalho mental para a prova é: identifique todas as dependências antes de escolher o destino. A matriz de habilidades do AZ-305 cobra justamente a avaliação de migrações para IaaS e PaaS, não uma preferência automática por um dos dois.
A ressalva que importa fora da prova
Menor custo para migrar não é sinônimo de menor custo para operar. Uma VM traz responsabilidade por dimensionamento, sistema operacional, patches, licenciamento, backup, disponibilidade e observabilidade. Eu começaria inventariando bancos, pacotes SSIS, modelos SSAS, relatórios SSRS, logins, jobs e integrações; depois mediria uso real, janela de indisponibilidade e custo total. A orientação da Microsoft sobre VMs SQL trata esses pontos de planejamento e dos diferentes métodos de migração.
Se a meta futura for modernizar, é possível estudar alternativas separadas para integração de dados, modelos analíticos e relatórios. Mas isso é outro projeto, com outra estimativa de tempo e risco. Para esta questão, que pede levar a solução inteira com o mínimo de trabalho de migração, a resposta continua sendo SQL Server em máquinas virtuais do Azure.
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